A Extinção da RTP2

A sociedade do digito, da estatística, da “eficácia”, do “pragmatismo”. Que serve, muitas vezes, para pouco. Do sound- byte, do curto prazo, das breaking news. Da economia na “informação”. Da “informação” sobre economia. Da comercialização de tudo o que se move. Da redução e formatação de tudo o que é humano. Interior e prolongado. Apenas um universo que não percebe nada acerca de si – principalmente: que não quer entender nada acerca de si – é que tenta, a todo o custo, extinguir o longo prazo. O programa de longo prazo. Para o qual nem tudo é, somente, uma questão numérica. Segundo António Borges, consultor do governo para as privatizações, a RTP 2 “é um serviço que custa muito caro para um público muito reduzido”. Poderia, sempre, rematar: “Documentários? Cinema? Estão “na internet“. Não sei, contudo, o que soaria pior. Se aquela frase ou um arroto. Este, pelo menos, pareceria intemporal.

Para ler, na edição em linha do jornal Público, o artigo “Governo poderá fechar Canal 2 e concessionar todo o grupo RTP a privados“.

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