Transição Digital “Informativa” Total: Realidade e Justificação

Desfazer ídolos, justificações e ideias feitas. Tudo isto deveria ser, em nome da realidade, não apenas norma. Mas prioridade. Partilhei, ontem, um artigo intitulado “Why Digital Natives Hate Newspapers“. Que tenta apresentar razões, objectivas, para que, tendencialmente, os menores de 45 anos se recusem a assinar jornais. Sem entrarmos em detalhes – são muitos; constituiriam matéria para um, não muito simpático ou popular, livro – poderiamos pensar, imediatamente, num dos slogans e numa das reduções interpretativas do costume: a “transição para o digital”. Afinal: parece que existem, desresponsabilizadores, “novos modelos de negócio”.

Acontece que um segundo artigo, que deixei propositadamente para hoje e disponiblizado pelo sítio The Media Briefing, denominado “Datawatch: News Accounts For Less Than Four Percent of Time Spent On- Linedenuncia que, pelo menos em Inglaterra e em média, cada usuário visita, diáriamente, páginas de jornais durante o tempo limitado de um minuto e meio – dois por cento do tempo utilizado, globalmente, na internet -. Não admira, por isso, todo o engano perpétuo. É que se nem sequer informação: quanto mais informação sobre informação. Cá para nós: na “sociedade do conhecimento” talvez não se goste, assim tanto, de ler como, usualmente, se costuma tentar convencer.

 Sendo assim: nem subscrições nem uma publicidade que lhe seja, ao jornalismo e, por isso, que nos seja, suficiente. Em sociedade fragmentada: quem se responsabiliza, desta forma, por aquilo que nos está, quase sempre, na ponta da lingua ou no post da rede social? “A corrupção…” ; “A “democracia…”.

 Não admira, por estas razões, que, não raras vezes, a administração de alguns dos melhores jornais, perante um desinteresse, mais ou menos, generalizado também tenha que ceder – à chantagem? – e seja “obrigada” a alguma “criatividade” na elaboração de soluções. Como, por exemplo, essa horripilante tendência que vem aí para que seja normalizada a chamada Native Advertising”. O que vai acontecer. Para, mais tarde, se empreender na tentativa de descoberta de – mais uma – nova “solução”.

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