Óculos da Google:”Realidade Aumentada” ou Vontade de Ilusão?

Sergey Brin, co- fundador da Google. Fotografia de David Paul Morris/Bloomberg

Sergey Brin, co- fundador da Google. Fotografia de David Paul Morris/Bloomberg

De costas, perpetuamente, voltadas: ecrã em casa; no trabalho. De cabeça para baixo: o smartphone; o I- Pad; o E- Book. Diz-se, contudo, que esta seria a “sociedade do conhecimento”. Presunção que, na minha opinião, evita a memória e o passado. Como esquece que, depois de nós, haverá, ainda, bastante futuro. Para já: contentemo-nos com – muito – negócio, “informação” e “entretenimento”. Convenhamos: é que, continuamente, naquelas posições haverá alguma coisa que não se estará a ver. Não é por acaso, aliás, que, para melhor nos enganarmos, inventamos, para os óculos da Google, designação que, provavelmente, esconderá o seu contrário: “realidade aumentada”. Que bela expressão. A nossa era, plena de contradições, mas, também, de sentido de humor, fomenta, constantemente, o auto- engano. Com o objectivo de, proximamente, não darmos, alegremente, um passo que seja sem um visor: nada disto tem, essencialmente, a ver com vontade de “conhecimento”. Isto é, também, fuga ao contacto. Mais uma: vontade de ilusão.

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