“To Change”: “Ode” à Constante “Disruption”

Uma das expressões, mais repetidas, do momento – para além de “transparency”; “It´s a game changer” – , como se valesse, isoladamente, alguma coisa é: “to disrupt”. É expressão que determina nova ordem moral. Não interessa, propriamente, qualquer benefício de longo prazo. Importa, pelo contrário, estilhaçar. Mostrar que se muda. Estar “dentro do tempo”. Demonstrar “aos mercados” que se está, constantemente, a “inovar”. “Criação a partir do caos”: fomentando-o. Fechar empresas, estáveis, “para não se estagnar”. O que andamos nós a fazer, por mais que se levante o dedo, provavelmente ninguém o sabe. Esta aparência de “progresso”, como não poderia deixar de ser, infiltrou, também, o jornalismo. Por muito que o standardize, enfraqueça ou banalize: chamam-lhe sempre: “uma oportunidade”. E uma das ladainhas mais marteladas, depois de “digital first”, é “mobile first”. É agora ! É agora ! Que o “jornalismo” vai ser “salvo”!  Entretanto: existe um conteúdo que, quase nunca, se discute. Mas não é esse que anda por aí…

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