Série Black Mirror está de regresso

A capacidade de auto- questionamento reflecte, quanto a mim positivamente, uma cultura ou civilização. Como, também, a disponibilidade para uma inquirição de dogmas, slogans e mandamentos que petrifiquem, ilusoriamente, demasiada confiança no tempo. Há um “pessimismo” que revela não apenas cautela. Mas um à- vontade que conhece, sem grandes alucinações, a massa, intemporal, com que somos feitos. O “optimismo”, pelo contrário e apesar de ser, habitualmente, declarado com orgulho – como se não fosse mais que egoísmo; um encolher de ombros – revela, não raras vezes, que existe qualquer coisa latente que não se deseja observar. Muito escapismo e pouca vontade de confrontação. Mas enchemo-nos de um outro optimismo – um pouco mais real – quando, em vez de o tentar quebrar, nos pomos, novamente, frente ao espelho. Da autoria do argumentista e crítico de televisão Charlie Brooke: Black Mirror, mini- série com três episódios estreada no fim do ano de 2011, está de regresso a Inglaterra. Apesar do tom apocalíptico – mas como sátira: como não poderia deixar de o ser? –  levanta questões. Não são perguntas fáceis sobre o passado – ao qual é sempre mais fácil apontar o dedo – ou projecções, ingénuas, sobre o “futuro”. Está dentro.

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