Category Archives: inteligencia emocional

Como nos vemos?

O nosso narcisismo positivo e natural faz com que nunca nos vejamos exactamente como somos. Por uma questão de orgulho. Por outro lado: quando batemos no fundo também nunca nos vemos como realmente somos. Fazendo com que nunca valorizemos as nossas boas características. É exactamente quando chegamos aqui – quando nos apercebemos disso – que começamos a relativizar a nossa própria personalidade e que as coisas realmente começam a acontecer. É tudo – mas tudo – uma questão de relativismo. Nada mais.


A Azáfama

Com tanta confusão e tão doida aceleração,
NÃO HÁ TEMPO PARA SE PENSAR.
É a “aldeia global”, uma entropia cabal,
NÃO HÁ TEMPO PARA SE PENSAR.
As crianças com um I-Pad, o tempo no smartphone que fede,
NÃO HÁ TEMPO PARA SE PENSAR.
É a música nos elevadores, a fuga a tantos amores,
NÃO HÁ TEMPO PARA SE PENSAR.
Uma rave na tecnolândia, na demanda por paixão cândida,
NÃO HÁ TEMPO PARA SE PENSAR,
As televisões na sua azáfama, a calar imaginação que é agora anátema,
NÃO HÁ TEMPO PARA SE PENSAR.
A procura de “informação”, esse vil alçapão,
NÃO HÁ TEMPO PARA SE PENSAR
Cada vez mais notícias, fake news e falácias,
NÃO HÁ TEMPO PARA SE PENSAR.
Enfim…,
Não há tempo para amarconsciencia


“Human, All Too Human”: Um Imperdível Documentário Legendado Sobre Nietzsche (Parte 5 e Última)


“Human, All To Human”: Um Imperdível Documentário Legendado Sobre Nietzsche (Parte 3)


“Human, All Too Human”: Um Imperdível Documentário Legendado sobre Nietzsche (Parte 2)


“Human, All too Human”: Um Imperdível Documentário Legendado Sobre Nietzsche (Parte 1)


Amores, Perversos, em Tempos de “Cólera”

Tenho sentido, entre muitas outras, uma determinada inconstância social. Talvez devido à imparável crise social, económica e financeira dos últimos anos. Parecemos todos muito inteligentes. Como se nos tivéssemos transmutado numa espécie de sociedade feita de “cal”. Escrevemos constantemente – artigos, posts ou comentários – sobre “ciência”, “informação” ou “conhecimento”. O que não deixa de ser necessário. Em diversas situações, porém, parece-me espelhar uma obsessão que de pouco parece valer. Na medida em que a inteligência tem pouco valor – muito pouco – quando é mal investida e mal direccionada. Ela é, não raras vezes, utilizada como arma de arremeço. Não são raros, também, os momentos em que lemos, ou ouvimos falar, de “Inteligência Emocional”. E, na minha opinião, fala-se dela, hoje em dia constantemente, porque nos andamos a compreender muito pouco uns aos outros: vivemos em tempo de guerras. Guerras atrás de inúteis guerrinhas. Determinados “comentários”, que muitas vezes nos são lançados através de redes sociais – sabemo-lo e intuimos -, não nos são inteiramente dirigidos. Constituem projecções que parecem espelhar problemas pessoais com um outro fundo. Uma fisga, mais ou menos ilusória, parece sempre maior através de um qualquer facebook: o reino da deturpação informativa, interpretativa e emocional. Onde a pontaria costuma ser pouco certeira. As pedras imateriais que nos são lançadas conseguem voar de forma mais veloz. Mas, adicionalmente, de um modo mais cobarde, perverso e escondido. Isto: numa era que, afinal, se encontra dominada por uma falta, constante, de comunicação real.


%d bloggers like this: