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A maior crítica que ouvi às redes sociais e aos gigantes da tecnologia


Os Superficiais

 

Diz Irenu Au da Google ( segundo o livro “Os superficiais” de Nicholas Carr):” Nosso objectivo é fazer com que nossos usuários entrem e saiam – dos sites – realmente rapidamente. Todas as nossas decisões de design são baseadas nessa estratégia”. Portanto, como se deve depreender não é o interesse pela leitura que move a empresa. Pelo contrário. O que interessa é a velocidade de clicks para que possam ganhar os absurdos lucros que a empresa obtém anualmente. Por causa dessa mesma velocidade os humanos perdem capacidade de concentração. O que não é bom para a leitura. Quanto mais para a aprofundada.


“Internet Freedom”: o Domínio Global, Norte- Americano, Sobre a Rede

“Internet Freedom”; “freedom to connect”; “net freedom”: frases instrumentalizadas, continuamente, por Hillary Clinton ou executivos da Google, por exemplo, em dezembro passado na conferência no Dubai convocada pela International Telecommunication Union (ITU),. Derivam dos anos 70, nomeadamente, da receita “free flow of information”. Mas até que ponto são expressões usadas para assegurar o dominio, unilateral, económico e geo- estratégico dos Estados Unidos da América sobre a rede?

 Pormenores na versão em linha e em inglês do Le Monde Diplomatique. Através de um artigo de opinião assinado por Dan Schiller. Intitulado “Masters of the Internet“.


O Acordo entre a Google e a Imprensa Francesa

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Hollande e Schmidt na conferência de imprensa no Elíseu / PHILIPPE WOJAZER (Reuters)

Parece que a Google, que pouca gente se atreve, ainda, a criticar – nem o pseudo- revolucionário ao estilo rede social: quando aquela se vangloria, publicamente, dos esquemas que utiliza como método de fuga a todo o tipo de impostos a nível internacional -, assinou uma espécie de acordo, mediado pelo governo, com os editores da imprensa francesa. Vale sessenta milhões de euros. Tem cheiro de armadilha e propaganda: intitula-se, sobranceiramente, “Fundo de Ajuda para a Transição Digital”. Não a obriga a compensar pela publicidade que obtém, como sempre, com conteúdos alheios – e já se sabe que, no reino das aplicações, não se emprega quase ninguém -. O que era, no fundo, a moral pretendida. Entretanto: compram-se cada vez menos jornais.  A informação de qualidade interessa pouco. Porque “existe a internet”: esse laboratório, principalmente, da quantidade. Para uma precaridade, económica e informativa, presente e futura. Mas tudo isto mostra que afinal, apesar de todo o encolher de ombros que é próprio da complexidade actual – porque, como diz Ignacio Ramonet, “informarmo-nos dá trabalho” – vale a pena lutar. O escrutínio é, contudo, ainda insuficiente.

O diário espanhol El País noticia-o, hoje, em artigo intitulado “Google pagará 60 millones de euros a los editores franceses para evitar el canon“. Redigido por Miguel Mora e Juan Peces.


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