Category Archives: psicologia

“Human, All Too Human”: Um Imperdível Documentário Legendado Sobre Nietzsche (Parte 5 e Última)

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“Human, All To Human”: Um Imperdível Documentário Legendado Sobre Nietzsche (Parte 4)


“Human, All To Human”: Um Imperdível Documentário Legendado Sobre Nietzsche (Parte 3)


“Human, All too Human”: Um Imperdível Documentário Legendado Sobre Nietzsche (Parte 1)


A Máquina de Escrever de Nietzsche

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As letras estão de regresso à Alemanha?

Atenção que está a ocorrer um pequeno fenómeno relevante: Segundo a publicação Der Spiegel: a editora alemã Suhrkamp acaba de editar, sob a forma de um livro com cerca de 50 páginas, a transcrição de uma conferência sobre a extrema direita,que Theodor W. Adorno realizou, em 1967, para estudantes austriacos. Subiu ao primeiro lugar de vendas na categoria “ensaios”. O livro chama-se “Acerca da Extrema- Direita”. Fotos do livro têm sido publicadas no Instagram e a hashtag# Adorno tem-se multiplicado no Twitter. Isto mostra uma tendência crescente , pela população mais jovem, pelas ciências sociais. A editora já vai na quarta edição num período de três semanas. Também se tem verificado um sucesso surpreendente pelo “O Capital” de Marx,o “1984” de Orwell bem como os trabalhos de Sartre, Albert Camus e Freud. Os estudantes estão-se a virar para os “antigos” na busca de referências intelectuais e isso só pode ser bom. Tenhamos fé nas gerações mais novas.


Contos e Fábulas: A “Inteligência” Artificial

Algumas das teorias e projecções afectas à “Inteligência” Artificial são apresentadas como tentativas de “resolução” do presente e para o futuro. A mim, contudo, parece-me que tentam mascarar, simultâneamente, uma espécie de “desistência”. Desprezo: da humanidade por ela própria. A “eterna” vergonha da carne, do corpo e das emoções: uma falta de confiança. E o eterno desejo da “animalidade” – exactamente para que lhe possamos escapar – pela imortalidade. Encontramo-nos, agora, debaixo de nova batina. Inúmeros escritores e ensaístas não pararam de escrever e de teorizar, de forma sistemática e pormenorizada, sobre o problema. Estes temas, contudo, ainda não são – novamente: porque já o foram um pouco mais – muito “populares” entre alguns dos nossos contemporâneos. E como haveriam de ser? Entramos em crise sistémica.  Sinto que não deveria ser, de qualquer forma, muito complicado de se intuir. E insisto que, aqui como em outros assuntos, se lhe devia dar mais algum valor: à intuição. Em vez de nos deixarmos guiar, em quase tudo, por vontades, alheias e disfarçadas, de “futurologia”. Apenas porque, por fim, acabam por constituir mais algumas interpretações de um género de poder que, para já, pensa-se que há-de vir. Algumas das versões, para o futuro e como no passado, que nós, humanos, contamos – porque, ao fim e ao cabo, tudo isto são fábulas – e prometemos para nós próprios e para os outros, parecem, pura e simplesmente, variantes da necessidade de uma religiosidade, de uma ilusão: da espiritualidade do costume. Penso que precisamos, mais do que nunca e outra vez, de fazer uma distinção entre as diversas teorias existentes. As que, pelo menos, pareçam socialmente ou minimamente sérias. O resto é festa: delírios e enganos no enorme parque de diversões. Havemos, contudo, de entrar em bom caminho. Percebi-o – intuí-o – ontem.


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